
Crédito: IMAGO / Colorsport
Fulham

1
-
0
Sunderland

Giovanni Alves
22 de nov. de 2025
No gramado de Craven Cottage, o Fulham buscou e encontrou uma vitória magra, mas de valor incalculável, sobre o Sunderland, em um duelo que testou a paciência e a persistência de seus torcedores. O placar final de 1 a 0 não reflete a batalha intensa que se desenrolou, com momentos de brilho, defesas espetaculares e um gol que fez a festa explodir nos minutos finais.
Desde o apito inicial, a partida já mostrava que seria um embate físico, com faltas e jogadas interrompidas de ambos os lados. O Fulham tentou ditar o ritmo, e logo aos 11 minutos, Alex Iwobi já testava a perícia do goleiro Robin Roefs, do Sunderland, que fez uma grande defesa. As tentativas do Fulham eram constantes, com Kevin e Raúl Jiménez mostrando muita movimentação, mas a pontaria, por vezes, teimava em não ajudar. Sander Berge era o motor do meio-campo, distribuindo passes e criando perigo, mas o gol parecia blindado.
O Sunderland, por sua vez, não ficou apenas na defensiva. Apesar de menos incisivo, o time visitante assustou em lances de bola parada e em escapadas rápidas. Bertrand Traoré, aos 39 minutos, protagonizou um desses momentos de perigo, exigindo uma boa intervenção de Bernd Leno, mostrando que o Fulham não poderia relaxar. O primeiro tempo terminou sem gols, com a sensação de que o time da casa merecia mais, mas a defesa do Sunderland e a falta de precisão dos atacantes frustravam a torcida.
A segunda etapa trouxe um Sunderland mais ousado nos primeiros minutos, com Enzo Le Fée arriscando um chute que passou perto. Contudo, o Fulham retomou o controle do jogo e intensificou a pressão. As substituições trouxeram novo fôlego ao ataque dos Cottagers, com Emile Smith Rowe e Samuel Chukwueze entrando para dar mais criatividade e velocidade. O Sunderland também fez suas mexidas, tentando equilibrar o confronto.
A partida caminhava para um empate sem gols, com os goleiros sendo os grandes protagonistas. Roefs continuava operando milagres, enquanto Leno mostrava segurança quando exigido, como na defesa espetacular de uma cabeçada de Granit Xhaka aos 72 minutos, que poderia ter mudado o destino do jogo. A tensão era palpável, e os cartões amarelos para Dan Ballard, Reinildo Mandava e Trai Hume, do Sunderland, evidenciavam a dureza do confronto.
Mas o futebol guardava sua emoção para o final. Aos 84 minutos, em um lance de pura persistência e qualidade, Samuel Chukwueze, com um cruzamento preciso e cheio de veneno, encontrou Raúl Jiménez na pequena área. O atacante mexicano, com seu instinto de artilheiro, não perdoou. Um toque sutil, uma finalização rasteira e a rede balançou! Gol do Fulham! O alívio foi instantâneo, e a torcida explodiu em um grito contido por mais de 80 minutos.
Nos instantes finais, o Fulham soube segurar o resultado, garantindo três pontos preciosos em casa. Uma vitória sofrida, batalhada, mas merecida, que premiou a persistência e a determinação da equipe em não desistir, mesmo quando o gol parecia impossível. O Sunderland lutou, mas a noite era do Fulham e de Raúl Jiménez, o herói da jornada.